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Ill Niño - Enigma


Algumas bandas são como bons vinhos: ficam cada vez melhores conforme o tempo passa. Sem correr o risco de exagerar, o Ill Niño é uma dessas bandas. Cada CD é uma evolução, um amadurecimento musical e uma lição de como fazer música.
Primeiro adotando uma postura mais agressiva no álbum Revolution Revolución de 2001, o Ill Niño ainda era ofuscado por grandes bandas como Korn, Limp Bizkit, Linkin Park, System Of A Down e Slipknot que dominavam a cena musical no começo dos anos 2000. Em 2003 lançaram Confession, o álbum que colocou a banda nos trilhos do sucesso. De lá pra cá foram mais 3 discos: o excelente One Nation Underground (2005), um Best Of em 2006 marcando a saída da banda da gravadora Roadrunner e ainda em 2006 o lançamento do EP The Undercover Sessions, com algumas músicas inéditas e brilhantes covers de Nirvana, Faith No More e Peter Gabriel.
Com a nova gravadora, Cement Shoes, o Ill Niño lança o álbum de inéditas intitulado Enigma. São 13 faixas que fogem bastante do estilo Ill Niño que todo mundo conhece, mesclando músicas mais enérgicas e pesadas dos velhos tempos, com faixas românticas tocadas no violão. Em um primeiro momento, o álbum causa uma certa estranheza, mas ao ouvir com mais atenção e de mente aberta é fácil perceber que apesar de tantas mudanças no seu som a banda não perdeu sua essência e continua mantendo qualidade e disposição nas músicas e letras sempre bem escritas e com conteúdo.
Destaque para “The Alibi Of Tyrants”, primeiro single e sem dúvida a melhor música do álbum, “Finger Painting (With The Enemy) e sua marcante percussão, “March Against Me” e o talento vocal de Cristian Machado, “Hot Summer’s Tragedy” e suas guitarras, “Guerrila Carnival” pelo conjunto da obra e “Me Gusta La Soledad” uma incrível balada folk com a letra totalmente em espanhol.
De trás pra frente um álbum arrojado, ousado, maduro, e porque não dizer enigmático?

Nota: 9/10
Selo: Cement Shoes
Data de Lançamento: 11/03/08
Website: www.illnino.com / www.myspace.com/illnino

Tracklist:
01. The Alibi Of Tyrants
02. Pieces Of The Sun
03. Finger Painting (With The Enemy)
04. March Against Me
05. Compulsion Of Virus And Fever
06. Formal Obsession
07. Hot Summer's Tragedy
08. Me Gusta La Soledad
09. 2012
10. Guerrilla Carnival
11. Estoy Perdido
12. Kellogg's, Bombs & Cracker Jacks
13. De Sangre Hermosa

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In Flames - A Sense of Purpose


In Flames. Uma das bandas mais amadas, e ao mesmo tempo odiadas da cena Metal internacional. Uma das primeiras bandas a praticar o afamado Melodic Death Metal aka Gothenburg Metal, juntamente com At the Gates, Dark Tranquillity,Ceremonial Oath e Sacrilege. "A Sense of Purpose" é o nono album lançado por este quinteto veterano, e é um passo atras em relação ao album anterior, "Come Clarity",lançado em 2006. Seria muito facil,e injusto, comparar " A Sense of Purpose" com albuns classicos como Lunar Strain ou ate mesmo Clayman, mas não o vou fazer. O pior é que " A Sense of Purpose" é um album que não traz nada de novo ao que ja foi feito pela banda ( a não ser na faixa "The Chosen Pessimist", mas ja ai vamos ) , tal como o anterior "Come Clarity" não tinha trazido nada de novo. O problema deste lançamento é que a maioria das faixas soam como se fizessem parte de um album de B-Sides do CC. Faltam-lhes peso, agressividade. A distorção das guitarras soa demasiado suave para uma banda de Melo-Death. As musicas em si, apesar de simples,directas e acessiveis, não chegam ao nivel de uma Take This Life, In Search for I, Trigger ou Crawl Through Knives, isto comparando somente com o passado recente da banda. O ponto alto de todo o album, é a oitava faixa, "The Chosen Pessimist". In Flames ja tinham experimentado com baladas, com musica tradicional sueca e até com Nu-Metal, mas nunca tinham feito nenhuma faixa como "The Chosen Pessimist". Lenta, melancolica, em partes mais proxima de uns God is an Astronaut do que de uma banda de Melo-Death. Em relação às restantes onze faixas, apesar de nenhuma delas vir a ser um futuro classico da banda, nem tudo é mediocre, com faixas como "Sleepless Again" , " Disconnected" e o single "The Mirror's Truth" a brilharem com alguma intensidade, para contrastar com desastres como "Alias" e "Delight and Angers".

Nota: 7/10
Data Lançamento: 01/04/08

Tracklist:
01.
The Mirror's Truth
02.Disconnected
03.Sleepless Again
04.Alias
05.I'm the Highway
06.Delight and Angers
07.Move Through Me
08.The Chosen Pessimist
09.Sober and Irrelevant
10.Condemned
11.Drenched in Fear
12.March to the Shore

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Sevendut - Chapter VII: Hope and Sorrow


Um ano após lançar o álbum “Alpha”, o Sevendust (7D) coloca seu talento a prova e cria “Chapter VII: Hope and Sorrow”. Como o próprio nome já diz este é o sétimo álbum de estúdio da banda, e todo trabalho apresentado nele é uma continuação dos trabalhos anteriores, regado com muito Metal Alternativo, tipicamente norte-americano. Se há algo que não tem como negar, e que o Sevendust faz parte da leva do Nu Metal e foi em cima do estilo que a banda ganhou popularidade, mesmo que a banda tenha tentado cada vez mais se afastar do rótulo de Nu Metal é quase impossível desvincular a banda do estilo. É só ver o padrão vocal gritado e limpo, riffs rápidos e quebrados e com guitarras graves, os refrões melódicos feitos para todo mundo cantar junto. “Chapter VII: Hope and Sorrow” é um álbum que segue numa linha paralela ao traços que descrevi anteriormente. Tudo começa com “Inside”, que traz uma introdução com mais de um minuto e é recheada de sons e ruídos eletrônicos que dão uma ambientação industrial dando a faixa um tom sintético, ao entrar as guitarras, o que se tem é a porradeira já tradicional feita pelo 7D, realmente perfeita para abrir os trabalhos, pois já despeja no ouvinte riffs matadores junto com muita energia e peso. Outro destaque do álbum e a co-auto-intitulada “Hope” começa com um preludio de piano, lenta e leve, com os vocais limpos e calmos, A música prega uma peça nos incautos que julgam ser uma balada, pois vai ganhando força e explode em uma faixa candidata a single, sem dúvida uma das melhores composições da banda, outro detalhe e que a faixa tem a participação do grande guitarrista Mark Tremonti, do Alter Bridge. A outra faixa co-auto-intitulada é “Sorrow” que já começa swingada mas não menos emocionante a faixa conta com a participação de outro integrante do Alter Bridge, o vocalista Myles Kennedy que empresta seus vocais ao trabalho. As 11 faixas do disco se mantêm o selo Sevendust de qualidade. Um ponto fortíssimo do registro é a impressionante versatilidade vocal de Lajon Witherspoon que sem desmerecer todo trabalho feito pelos outros integrantes da banda, pode ser apontado como o destaque do álbum. Esse álbum é indispensável em qualquer coleção e com certeza deve agradar gregos e troianos.

Nota: 8/10
Data Lançamento: 01/04/2008

Tracklist:
01.Inside
02.Enough
03.Hope
04.Scapegoat
05.Fear
06.The Past
07.Prodigal Son
08.Lifeless
09.Sorrow
10.Contradiction
11.Walk Away

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Threat - Heaven to Overthrow


A banda Threat não é tão nova no cenário underground brasileiro, mas também não percorreu uma grande quilometragem na estrada cheia de curvas que o metal continua asfaltando. Conhecida, principalmente, por ter realizado a abertura do show do Anthrax no Brasil, apenas recentemente conseguiram lançar o primeiro full lenght após algumas demos que os fizeram evoluir musicalmente. “Heaven to Overthrow” é moderno ao mesmo tempo em que resgata a energia de bandas que reformularam o peso hrdcore/metal nos anos 90, caso de Suicidal Tendencies e Biohazard, provando que essas puras influências estão quase ‘palpáveis’ em suas 13 faixas. Algo de Machine Head também é perceptível nas dosagens cavalares de riffs metamórficos saídos da guitarra de André Curci (o cara se desdobra entre agressividade e continuidade sem nenhum esforço adicional, deixando clara e visível sua atuação). O vocal rouco de Wecko se encaixa perfeitamente na proposta de cada música, contando com o apoio dos backing vocals de Fábio Romero, o baixista com uma puta presença de palco! Edu Garcia consegue se destacar na bateria, mesmo que ela fique devidamente ‘escondida’ ao fundo nos shows. A arte do álbum ficou a cargo de Gustavo Sazes que, como sempre, caprichou nos detalhes do encarte, assim como a produção cristalina e límpida feita pela própria banda juntamente com Heros Trench (Korzus). Então não perca tempo e adquira rapidamente o seu, pois com certeza as pancadas intituladas “Headswitch”, “Out of Sight, Out of Mind”, a faixa título e outras componentes lhe farão banguear como louco e repetir seus fixadores refrões por semanas, meses e talvez anos, quem sabe... Se tiver a oportunidade de apreciar uma apresentação desses caras (que inclusive são super gente fina), não pense duas vezes: vale o ingresso, com certeza!
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Nota: 9/10
Data Lançamento: 15/12/2007
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Tracklist:
01. Intro
02. Headswitch
03. Out of Sight, Out of Mind
04. Heaven to Overthrow
05. Deadman
06. Ready
07. Alone Once Again
08. My Enemy
09. Scars
10. 15 Years
11. One Man Stand
12. From Sunset to Sunrise
13. Moving On

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Thy Will Be Done - Was and Is to Come


Mais uma vez nos deparamos com algo que outras bandas fizeram antecipadamente, e algumas até melhor: extrair do metalcore/deathcore mínimas gotas de seu amargo chocolate. E olhe que o melhor e mais puro dos chocolates é justamente o amargo. Mas como não estamos tratando de culinária e a páscoa já passou, vamos dar ao menos uma degustada básica em “Thy Will Be Done”, banda dos Estados Unidos que pratica, sem inovações ou mesmo identidade própria, death/thrash metal mesclado ao infalível hardcore – breakdowns aqui e ali para serem contemporâneos. Nota-se alguns escassos solos de guitarra (em “Bloodwitness”, por exemplo) que lembram algo melódico vindo da Suécia, é claro! O vocal é idêntico ao de Ray Mazolla (Full Blown Chaos) e não há nem como disfarçar, tamanha a semelhança! Geralmente pode-se estar escutando as últimas faixas do disco e pensar que são as primeiras: apesar de riffs às vezes distintos, algumas músicas são absurdamente iguais! A produção do CD ficou a cargo de Zeuss (Hatebreed, Shadows Fall) e Jamey Jasta (Hatebreed), que aparou as arestas, polindo toda sua extensão. Mas um trabalho musical não depende apenas da capacidade de um produtor; se a banda não for competente, o resultado não se garante suficientemente completo, caso deste álbum simplório! Prefira outras bandas do gênero, mas se mesmo assim quiser correr o risco de se decepcionar com “Was and Is To Come”, indico as faixas “Voice Divides” (a melhor, talvez por ser a primeira) e a já citada “Bloodwitness” com seu solinho sem importância.
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Nota: 3/10
Data Lançamento: 23/10/2007
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Tracklist:
01. Voice Divides
02. Cast the Crown
03. Bloodwitness
04. In the Name of...
05. Reveal Resolution
06. Earth's Final Embrace
07. Preserving the Sacred
08. Threshhold of the Spirit
09. Selfless Portrait
10. Was and Is, and Is to Come

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Walls Of Jericho - Redemption


Quando dei o play neste EP, pensei rapidamente, "tem algo errado". Porém, depois de buscar informações, vi que não tinha me enganado. Era realmente a Walls of Jericho. Mas você se questiona, "por qual razão o resenhista disse isso"? O EP é simplesmente formado por 5 músicas - acústicas - diga-se de passagem. Algo completamente inusitado na carreira deste grupo de Metalcore/Punk. Candace Kucsulain, a vocalista, sempre teve vontade de fazer uma gravação mais leve, porém o som praticado pela banda nunca a possibilitou de executar o seu desejo. Sendo assim, lançaram, produzido pelo conhecido vocalista Corey Taylor(Slipknot, Stone Sour), este EP, no qual o mesmo canta nos backing vocals, em algumas faixas, e aparece mais no dueto com Candace, na última faixa, a "Addicted". Como sempre, cantando muito bem, um dos melhores vocais que conheço. "Ember Drive" é muito bonita, abrindo com estilo, em uma atmosfera sombria, paranóica, e bela ao mesmo tempo. O refrão é muito triste, assim como todas as faixas. "My Last Stand" mantém a tristeza, porém com uma guitarra levemente distorcida de fundo. "No Saving Me" segue a mesma levada da faixa anterior, porém, possui um belo solo de guitarra. "House Of The Rising Sun" é uma das mais lindas, com um refrão que parece nos contar uma história distante e melancólica. Para os fãs do peso, não se assustem, em breve eles voltam com brutalidade total. Porém, no momento, curtam este lado light, eu adorei.

Nota: 7/10
Data de lançamento: 29/04/2008

Tracklist:
01. Ember Drive
02. My Last Stand
03. No Saving Me
04. House Of The Rising Sun
05. Addicted

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Maybeshewill - Not For Want Of Trying


Maybeshewill é uma banda instrumental que utiliza elementos do post-rock, com eletrônico. As suas músicas se referem, na maior parte das vezes, à cultura popular do Reino Unido, assim como filmes. O que você encontrará ao ouvir estes britânicos, é um som simples de ser digerido, com riffs pesados, que lembram as distorções da Biffy Clyro, assim como passagens mais lentas, das quais me trouxeram a mente a Linea 77, banda italiana muito interessante. As batidas eletrônicas são muito boas e o som não se torna repetitivo por um segundo. Não são tão originais em algumas composições, mas o que importa é o resultado, dramático e agressivo. Uma outra característica do conjunto é a saída de um momento calmo para algo pesado, num piscar de olhos. Os fãs de Oceansize irão se animar bastante com as ambientações criadas pela Maybeshewill. Os guitarristas Robin e John parecem ser crias do som da Biffy Clyro em alguns momentos, como já citei, o baixista Andy mostra o seu trabalho de forma satisfatória, assim como o baterista James, no qual eu o liguei diretamente a Paulson em termos de batidas estupidamente interessantes e quebradas. Em relação ao som destaco as seguintes faixas "We Called For An Ambulance But A Fire Engine Came", que começa com a dissonância da Norma Jean, porém sem tanto peso, mudando para um som calmo repentinamente, dando entrada em piano e violino para, de repente, entrar batidas eletrônicas. Muito bom. "The Paris Hilton Sex Tape", é outra faixa que se destaca pela ambientação maluca da banda. "Heartflusters" é uma das poucas faixas que trás vocal cantado, porém, ela não é muito interessante, apenas uma música com batidas eletrônicas de fundo com vocal masculino e feminino. A "He Films The Clouds Pt. 2" é bem mais interessante e longa, uma bela música cantada. "C.N.T.R.C.K.T" quebra todo o peso da faixa anterior, trazendo guitarras altamente distorcidas, assim como a "Not For Want Of Trying", a melhor música do álbum, com certeza. Ela não é cantada, porém trás um discurso muito bonito sobre o mundo moderno, vale a pena prestar atenção, pois encaixou-se perfeitamente com a ambientação que começou pesada e logo desvinculou-se da sua gênese. Uma boa pedida para quem gosta das bandas Oceansize e Biffy Clyro, com a sonoridade mais antiga.

Nota: 7/10
Selo: Field Records
Data de lançamento: 12/05/2008
Website: www.myspace.com/maybeshewont

Tracklist:
01. Ixnay On The Autoplay
02. Seraphim & Cherubim
03. The Paris Hilton Sex Tape
04. I'm In Awe, Amadeus!
05. We Called For An Ambulance But A Fire Engine Came
06. Heartflusters
07. C.N.T.R.C.K.T
08. He Films The Clouds Pt. 2
09. Not For Want Of Trying
10. Takotsubo

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Greeley Estates - Go West Young Man, Let The Evil Go East


Da mistura entre o screamo e o post-hardcore, nasce a Greeley Estates. Formada em 2002, este é o 3º full-lenght da banda, depois de diversas trocas de integrantes. O último a sair foi o baixista Joshua Ferguson, pois o mesmo foi terminar o seu curso de estilista de cabelos. Trouxeram para esse álbum, então, o vocalista da In Fear and Faith para tocar baixo e fazer as melodias junto ao vocal principal. A verdade é que todos os membros que formaram a banda não se encontram mais nela. Todas essas mudanças também surtiram efeitos neste álbum, comparado aos anteriores. O nível apresentado com o "Go West Young Man, Let The Evil Go East" é muito superior a tudo que já foi feito por este conjunto. Sairam de um som genérico para um screamo com diversas passagens estranhas durante o álbum, com canções pesadas, muito gritadas e melodias cativantes. A sonoridade muda com freqüencia, tirando completamente o perfil de álbum chato e monótono. A sua gravadora, a Science Records não é de grande porte, apesar de possui a Blessthefall em seu cast, banda esta bem conhecida para quem gosta deste gênero musical. O vocalista Ryan é muito bom no que faz, a união de seus gritos com os breakdowns e dissonâncias criados pelos guitarristas Brandon e Alex são notáveis. O baixista Telle também pode ser ouvido (!), mostrando que, além de dar peso ao som, possui sua identidade. O baterista Bchamp capricha em tudo que é feito por ele, desde o pedal duplo até as viradas e uso de pratos. Tudo isso resultou em um ótimo lançamento. Mencionarei as melhores faixas: "Blue Morning", além de ser a música de divulgação, é uma das mais loucas que já ouvi, pesada e insana, com uma quebra de melodia perfeita, "Go West Young Man" mantem o peso, com outro refrão grudento, "If We're Going Out, Let's Go Out In Style" trás guitarras com um som diferenciado, na quebra de tempo, além de um refrão que é muito louco, parecendo uma canção de criança, de tamanha inocência, mas com gritos pertubadores de fundo. "Desperate Times Call For Desperate Housewives" trás os breakdowns mais pesados do álbum, lembrando o peso do metalcore. "Mother Nature Is A Terrorist" é uma das melhores, mais um refrão grudento e muito bem elaborado. "There's Something Wrong With The World Today" é outra faixa que possui no título referência com preocupações com o ambiente. Outra faixa de refrão cativante. Esta é uma das marcas registradas deste álbum, chamar o ouvinte a memorizar cada detalhe de suas composições. Coloque pra tocar quantas vezes quiser, altamente indicado.
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Nota: 8/10
Data de lançamento: 06/05/2008
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Tracklist:
01. Blue Morning
02. Go West Young Man
03. If We're Going Out, Let's Go Out In Style
04. Desperate Times Call For Desperate Housewives
05. If She Only Knew
06. If I Could Be Frank, You're Ugly
07. In The Ashes
08. Mother Nature Is A Terrorist
09. Let The Evil Go East
10. I'll Have To Warn You, This Won't Be Quick
11. There's Something Wrong With The World Today
12. Keep The Heat On The Dash
13. You're Just Somebody I Used To Know

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Red I Flight - The Years


Certos estilos musicais vive momentos altos e baixos,isso é evidente.O metalcore é o exemplo mais recente deste fenômeno.O estilo não é apropriadamente novo já que surgiu na década de 80, mas vive seu apogeu atualmente,guiado por bandas como Atreyu e As I Lay Dying dentre outras. Red I Flight uni esforço para desbravar este caminho árduo com seu ultimo lançamento The Years pelo selo Victory Records.Mas como dizem nem tudo são flores,o álbum apresenta uma sonoridade que pode ser qualificado como razoável para quem se propuser a ouvir o álbum e delinear valores as canções.Mantendo a linha Metalcore não demonstram nenhuma proposta inovadora.A guitarra de Eric Gerloff introduz riffs que na progressão do álbum vão se tornando repetitivos.Parece que o guitarrista teve seus momentos de luz nas faixas "Lesson 34" e "Introlude" que se destacam das demais por apresentar uma bela harmonia .O vocal de Josh Robinson,não é dos melhores,ainda mais quando o vocalista abusa dos vocais graves,características que seriam mais bem aproveitadas se ele cantasse em uma banda de Death Metal.A bateria bem como o baixo não se destacam como deveriam,seguindo uma apresentação coadjuvante ao longo de todo o registro.A produção ficou a encargo Jamie King, o mesmo produtor da banda Between the Buried and Me e do excelente álbum "Colors".Em uma analise mas generalista percebemos que a banda se limitou muito as características propostas pelo estilo.Seria ate pretensioso da parte da banda tentar seguir outro rumo já que este é seu primeiro álbum pela Victory Records.O que nos resta é dar tempo ao tempo,como bons ouvintes estaremos a espera do próximo trabalho no qual satisfaça nossas necessidades musicais,sem copias, sem delimitações, apenas musica de qualidade para ouvidos criteriosos.Pois mesmo que a banda não tenha feito um trabalho excelente,é merecedora de nosso respeito pois só quem faz música sabe que são com os erros que se constroem os a certos.

Nota: 5/10
Selo: Victory Records
Data de lançamento:18/03/08
Website: http://www.myspace.com/rediflight


Tracklist:
1. Lesson 34
2. Late For The Execution
3. Bullets Over Prayers
4. Vigo The Carpathian
5. Into The Breach
6. The Siege
7. Introlude
8. Rock Biter
9. Of Myth & Men
10. By The Beard Of Zeuss

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Cataract - Cataract


Nem só de relógios, chocolates e contas bancárias numeradas vive a Suíça. Por lá também há Metal (fora o das lâminas dos canivetes) e o Cataract é um dos seus melhores representantes. Aproveitam o ensejo da sua 10ª primavera para lançar seu álbum homônimo, quinto da carreira. Seria muito fácil meter um grande rótulo "Metalcore", citar influências como Hatebreed, "Jastarizar" a coisa toda e "voilá", resenha feita! Porém, "Cataract" está acima do standard, pois apresenta coesão e personalidade sem se limitar a seguir sub-gêneros ou tendências. Destilam uma mistura explosiva de Thrash Metal e Hardcore, fortemente influênciada por bandas clássicas dos estilos. Esse fator já os coloca em outro patamar em relação as bandas genéricas de Metalcore, pois o álbum não soa como vendido ou oportunista. Como nos tem habituado, a banda mais uma vez se supera e dá sequência a sua evolução natural, que atinge seu ápice. Apostam numa maior velocidade e agressividade como já pode ser comprovado logo a entrada com "The Separation" of Life and Time". A melodias das guitarras estão muito bem construídas e representam o que há de mais metálico no som do Cataract. Investem, ora em Thrash dos anos 80, ora em Death dos anos 90, nos trazendo a memória bons momentos de Sepultura, Testament e, principalmente de Slayer (os riffs de "Blackest Hour" dizem tudo!). Federico Carminitana é o responsável pela dose de Hardcore expressa por sua voz furiosa, que mesmo não sendo das mais originais, dá conta do recado, com sobras. O respeito pelas raízes e o carisma com que apresentam seu som, faz do Cataract uma das proposta mais interessantes e honestas dentro de uma cena atolada até o pescoço de copy cats. Neckbreaking music.

Nota: 8/10
Data de lançamento: 22/03/08

Tracklist:
01. The Separation Of Life And Time
02. Blackest Hour
03. Snake Skin
04. Choke Down
05. Deathwish
06. Burn AtvThe Stake
07. Tonight We Dine In Hell
08. Breeze Of The Kings
09. Doomed Steps
10. In Ashes

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